Praga “vassoura-de-bruxa” ameaça cultivos de mandioca no Amapá e aciona alerta nacional

 

O Ministério da Agricultura (Mapa) declarou emergência fitossanitária no Amapá após a identificação do fungo Ceratobasidium theobromae em seis municípios da região Norte do estado. Conhecida como “vassoura-de-bruxa” da mandioca, a praga levou à criação do Programa Nacional de Prevenção e Controle (PVBM), estabelecido pela Portaria nº 1.257 em 20 de junho.

O impacto na principal cultura do Norte

A doença, que não oferece risco à saúde humana, mas devasta plantações, já apresenta sintomas graves:

  • Ramos secos e deformados
  • Nanismo e brotos fracos
  • Murcha e morte progressiva das plantas

Segundo o Mapa, a medida emergencial visa conter a disseminação para outras regiões produtoras do Brasil, onde a mandioca é base alimentar e econômica para pequenos agricultores.

Restrições e medidas de controle

A portaria estabelece:
:no_entry: Proibição do transporte de plantas ou partes de plantas de áreas contaminadas
:microscope: Fortalecimento da vigilância em unidades de produção
:handshake: Ações coordenadas com órgãos estaduais de defesa sanitária

“Estamos implementando barreiras fitossanitárias para proteger a cadeia produtiva nacional”, afirmou o Mapa em nota, destacando que a praga difere da “vassoura-de-bruxa” que afeta cacauais.

Riscos para a economia local

Especialistas alertam que:

  • A mandioca representa 15% da agricultura familiar no Amapá
  • Perdas podem chegar a 80% da produção em áreas infectadas
  • O fungo persiste no solo por até 2 anos, exigindo rotação de culturas

O governo federal promete:
:seedling: Assistência técnica a produtores
:test_tube: Pesquisas para variedades resistentes
:money_with_wings: Linhas de crédito emergencial

Próximos passos
O Mapa deve divulgar nesta semana um plano de ação com:
✔ Mapeamento detalhado das áreas afetadas
✔ Protocolos de desinfecção de equipamentos
✔ Campanhas de conscientização para agricultores

Enquanto isso, a vigilância sanitária reforça a importância de:

  • Comprar apenas mudas certificadas
  • Notificar casos suspeitos imediatamente
  • Evitar o transporte não autorizado de vegetais
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